Domingo, 03 de setembro de 2023 – manhã de primavera
Texto-base: Tiago 3:3-13
Objetivos
1 – Conhecer o poder que existe nas palavras, seja para gerar força (cavalo) e/ou riquezas (navio);
2 – Perceber que se as palavras forem usadas pelo mal se transformarão em força destrutiva;
3 – Anunciar que as palavras são incontroláveis humanamente, mas o Senhor tudo pode fazer.
Comentário Introdutório
Tiago, irmão de Jesus, argumenta em sua carta aos judeus convertidos ao cristianismo, acerca do orgulho dos ricos, perseguição aos pobres, à autosuficiência, tentação à violência recorrendo à sabedoria celestial, à fé, e paciência. Além de contratastar a sabedoria humana com a sabedoria celestial.
No capítulo 1 de Tiago, é exposto acerca da fé, sabedoria, pobreza e riqueza, além das provações e tentações, bem como como devemos agir diante dessas situações.
No capítulo 2 de Tiago, é retratado a necessidade de tratarmos todos de maneira igual, independente da posição social e/ou econômica.
No capítulo 3, por fim, acerca do domínio da língua e o cultivo da sabedoria celestial.
O Poder da Língua
Inspirado pelo Espírito Santo, Tiago contrasta a desobediência humana através do falar à inutilidade de um cavalo indomado, e relaciona o impacto da língua como o leme de um navio (pequeno, mas poderoso para levar a embarcação de um lado ao outro).
Uma arma mortal
Neste tópico, é apresentado o perigo embutido na fala humana, a começar pela soberba – Tiago 3:4, no qual Davi, em Salmos 19:13-14 clama ao Senhor para que Ele o guardasse de tão grande mal.
Também, é exposto a rebelião, e como ela pode ser espalhada facilmente no Corpo de Cristo, caso não vigiemos – Tiago 3:5-6. Contra isso, o próprio Tiago nos adverte no capítulo 1 e versículo 19. Ainda que não seja explicitado que o cristão pode cair em grandes armadilhas por ser “falastrão”, isso é uma realidade.
Uma força indomável
Diferente dos animais irracionais que podem ser domados, nós, todavia, por natureza, somos impossibilitados de controlar as palavras senão pelo Espírito Santo. Exemplificadamente, as Escrituras apresentam a fala de Pedro – Mateus 16:22-23 como exemplo, além de Ananias e Safira – Atos 5:1-10.
Se somos cristãos – pequenos Cristos, devemos agir como Ele agiu em terra, em santidade. Um cristão nominal que produz falas imorais, fofocas, amaldiçoando as pessoas deixará de ser santo, como o Mestre, “jorrando águas amargosas”.
Diante da pecaminosidade natural, e das possibilidades de tornarmos “fontes amargosas”, Tiago nos apresenta uma saída através de uma reflexão: “Quem dentre vós é sábio e inteligente?” E sua resposta concisa é : “Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria”.
Não é fácil, mas Cristo nos chamou para que sejamos mansos, humildes e sábios no dia a dia. E mansidão não é sinônimo de frouxidão, mas não cair nas armadilhas de nossas emoções diante das adversidade. Devemos portanto, apelar à sabedoria celestial, como ensinado em Tiago 1:5.


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