THE BIBLE

Toda semana um novo THE BIBLE

Domingo, 15 de janeiro de 2023 – manhã de verão

Textos-base: Marcos 12:28-34; João 15:8-14; 1 João 3:11-24

Objetivos

1 – Expor o que é amor próprio e os perigos dos seus extremos;
2 – Ensinar sobre a necessidade de autocuidado;
3 – Explicar sobre o amor próprio que agrada a Deus;
4 – Expor o segundo mandamento e a importância do amor ao próximo;
5 – Falar sobre a importância da embatia e altruísmo;
6 – Explicar as diferentes formas de amar.

Comentário introdutório

Diferentemente do padrão lógico argumentativo dos outros artigos, o texto a seguir é uma compilação entre dois assuntos que foram ministrados durante a mesma aula na EBD, a saber: o amor próprio e o amor ao próximo. Razão pela qual, o texto abrange 6 objetivos ao invés de 3 como de praxe.

Exposição bíblica basilar: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” – frase de Jesus, conforme descrito no Evangelho de Jesus Cristo segundo escreveu Marcos 12:31. Referida citação de Jesus elucida o mandamento mosaico disposto em Levíticos 19:18.

Amor próprio

O termo “amar – do Grego agapáõ” citado por Jesus tem por significado – quando ligado às pessoas: receber com alegria, acolher, gostar muito de, amar ternamente. E quando ligado aos objetos: estar satisfeito, estar contente sobre ou com as coisas.

Todavia, ainda que o verbo tem sido escrito em Grego por Marcos, a citação de Jesus é alicerçada no Hebraico “âhab“, que tem por significado o amor entre pessoas, necessidade humana física (alimento, bebida, sono) e intelectual (sabedoria), amor por ou para Deus, e amor de Deus pelo homem (como indivíduo, nação ou pela justiça).

Assim, é com esta expressão que devemos 1° amar a nós mesmos para que 2° amemos nosso próximo.

Porém, por mais profundo que seja este amor por nós mesmos, devemos acautelar-nos para que não caiamos em 2 extremos:

a) Autoestima em excesso: autossuficientes > egoístas > intolerantes > orgulhosos. Exemplo: Jezabel

b) Baixa autoestima: insegurança > autocrítica > culpa, vergonha e/ou medo

Pelo contrário, devemos nos cuidar, seja física – alimentação e esporte (porque somos templo do Espírito Santo – 1 CO 6:19), emocional e espiritual. E assim, termos uma autoestima equilibrada ou seja, humilde, onde reconhecemos nossas imperfeições mas também os dons que nos foi dado pelo Senhor. Diante das qualidades: EF 1:4-6 “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado (…) e diante das imperfeições: RM 8:37 “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou”

Após exercer este amor por nós mesmos, é hora de exercermos este amor para com o próximo. Mas primeiro, quem é meu próximo? Jesus ensina que o nosso próximo é todo indivíduo necessitado de ajuda, conforme descrito no Evangelho de Jesus Cristo segundo escreveu Lucas 10:25-37 – acerca do bom samaritano.

Uma vez identificado nosso próximo, e sabendo exercer o amor próprio, qual deve ser a referência de amor para seguirmos? A ordenança de Jesus relatada em seu Evangelho segundo escreveu Mateus 5:44 evidencia este amor.

“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus”. MT 5:44

Além disso, as Escrituras Sagradas dispõe alguns parâmetros de amor, senão vejamos:

a) O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta – 1 Coríntios 1:13
b) Exclusão da acepção de pessoas – Tiago 2;
c) Quando aborrecido por alguém, não lhe retribua semelhantemente – Romanos 12:21;
d) “Pague o mal com o bem” – Lucas 6:27-29

Aplicação:

Amor com PALAVRAS – Usar de palavras como meio de amar, não restrito à elogios, mas principalmente através de diálogos e propagação do Evangelho.

Amor com CONDUTAS – Além da praticidade das palavras, é diante de uma necessidade, agirmos de modo à suprir tal necessidade do próximo.

Amor com SENTIMENTOS – Fugir das fofocas, de maus pensamentos e/ou sentimentos em relação ao meu próximo, sendo tais pensamentos/sentimentos válidos (hipótese onde há culpa do próximo) ou inválidos (quando julgamos precipitadamente), no primeiro caso, cabe o perdão (70×7) e no segundo, a fuga desses pensamentos recorrendo à Palavra de Deus.

Amor ao próximo

Finalmente, após a exposição do amor próprio e a extensão deste amor ao próximo, apresentamos as limitações do amor ao próximo.

Dito isso, cheguemos ao ciúme – sob a ótica do zelo e da patologia.

O ciúmes sob a ótica do zelo é natural, e portanto, comum aos homens. Referido zelo é manifestado no Senhor, senão vejamos Êxodo 20:3-5. Todavia, o ciúmes sob a perspectiva da patologia advém da queda do homem, e está alicerçada no ódio, tristeza, insegurança e egoísmo.

Existem ao menos 3 perigos do “arder” em ciúmes:

a) dependência emocional, podendo – em extrema situação, caracterizar-se como idolatria, visto que a felicidade plena é voltada ao ser humano, e não ao Senhor conforme Filipenses 4:4;

b) relacionamentos abusivos – caracterizada pela violência física, psicológica e material (destruindo os pertences do próximo);

c) consequências – instabilidade emocional, ansiedade, depressão, e até ideação suicida.

Diante deste cenário, como sobressair ao ciúmes? Exercendo o domínio próprio e a paciência. Quimicamente, quando o gatilho do ciúme é ativado, o cérebro aumenta a produção de cortisol (hormônio do estresse), porém, após determinado tempo (em média 20 minutos, conforme exposto na revista da EBD publicada pela CPAD), os níveis de cortisol é diminuído, tornando-se uma pessoa mais calma. Contra a impulsividade, o livro de Provérbios afirma que: “Como a cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter seu espírito” – Provérbios 25:28.

O equilíbrio ou domínio próprio usa como ferramenta a constante avaliação dos sentimentos e o reconhecimento deles.

É lícito ainda, ratificar os ensinamentos acerca do ciúmes patológico:
1 – Todos estão sujeitos a este sentimento;
2 – Devemos constantemente avaliar-nos;
3 – Nortear nosso padrão de amor e ciúme com as características bíblicas.

Quando na luta contra este sentimento suas forças se exaurirem, lembre-se do conselho do Apóstolo Pedro: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” – 1 Pedro 5:7


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